Resolvi diminuir a idade, ganhar tempo...
P.S. - Ora, direis, que maneira mais esdrúxula de numerar uma série! É que tal sistema não é pra mim de simples numeração de mal traçadas, mas também de precisa contagem do tempo que me resta. Na casa dos 70, minha vó Cotinha (Maria Franco da Silva Prado) se queixava sempre de dores aqui, tremores ali. inchaços acolá; tanto reclamou que a levaram a clínico em Campinas, então a meca médica de nosso interiorrr. Findo os exames então de praxe, o médico lhe diz: "Parabéns, Dona Cotinha, tudo ótimo. Do jeito que vai a Senhora chega aos 100!", naqueles tempos meta ambiciosa. Ao que ela responde, agastada e contestando, lacônica e sonora: "Só???!!!". Eu me satisfaço com o modesto centenário e os 100 são minha referência aritmética e de vida: é só deles subtrair o título da crônica do dia e conhecer o tempo que ainda me falta pra chegar lá! A plagiar o Fernando Pessoa, só falta conhecer do mistério: chegar ao fim ou ao começo...???