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ADB Sindical leva ao Ministério Público Federal questionamentos sobre o novo modelo de promoções da carreira diplomática

A ADB Sindical reuniu-se com o Subprocurador-Geral da República Paulo Thadeu Gomes da Silva, titular da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC/MPF), do Ministério Público Federal (MPF), para apresentar questionamentos sobre o primeiro ciclo de promoções da carreira diplomática realizado sob a vigência do Decreto nº 12.815/2026. A iniciativa integra a atuação da entidade em defesa de um sistema de promoções mais transparente, previsível, objetivo e compatível com os princípios constitucionais da administração pública.

Como desdobramento do encontro, a entidade encaminhou, na última terça-feira (1º), um ofício ao MPF detalhando as principais preocupações identificadas durante o processo de promoções e solicitando o acompanhamento institucional da matéria.

- Clique aqui e leia o ofício na íntegra

O documento faz referência ao acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, proferido na ação civil pública nº 1001681-75.2018.4.01.3400, que reconheceu o direito de candidatas e candidatos às promoções de terem acesso aos fundamentos e critérios utilizados nas decisões, afastando a lógica de sigilo incompatível com os princípios da publicidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.

No ofício, a ADB Sindical sustenta que, apesar dos avanços previstos no novo Regulamento de Promoções, persistem problemas relevantes na implementação do modelo. Entre os pontos apresentados ao MPF estão a falta de motivação pública das decisões finais de promoção, a inexistência de vinculação da Lista Classificatória ao resultado definitivo, a ausência de critérios objetivos para promoções no Quadro de Acesso em regime de transição e no Quadro Especial, além da baixa efetividade das ações afirmativas previstas no Decreto.

A entidade também apontou preocupações quanto à proteção das diplomatas gestantes, destacando que a forma de cálculo do tempo de exercício em funções de chefia pode representar um obstáculo adicional à ascensão funcional das mulheres na carreira.

A ADB Sindical foi representada na reunião pelo presidente Luis Gustavo de Seixas Buttes e pelo vice-presidente Raul Torres Branco, que apresentaram ao Ministério Público Federal os principais questionamentos da categoria sobre o novo mecanismo de promoções e defenderam o aperfeiçoamento do processo à luz dos princípios da publicidade, da impessoalidade, da motivação, da objetividade e da igualdade.

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ADB participa do debate regulamentação da negociação coletiva no setor público promovido pelo Instituto Servir Brasil

A ADB Sindical participou, nesta quarta-feira (6), da reunião do Instituto Servir Brasil com entidades associadas para discutir o Projeto de Lei nº 1893/2026, que regulamenta a negociação das relações de trabalho no setor público com base na Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O encontro contou com a participação do deputado federal André Figueiredo (PDT-CE), relator da proposta e presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público. Durante a reunião, o parlamentar afirmou que pretende acelerar a tramitação do projeto, com expectativa de apresentação do relatório ainda em junho.

Entre os principais pontos debatidos estiveram a efetividade dos acordos firmados nas mesas de negociação, a representação sindical, o mandato classista e mecanismos de proteção à atuação das entidades representativas das servidoras e dos servidores públicos.

Foi apresentada análise técnica sobre o projeto, destacando preocupações relacionadas à segurança jurídica das entidades sindicais e à necessidade de garantir maior efetividade às negociações com o poder público.

A Associação dos Diplomatas Brasileiros segue trabalhando em defesa da categoria, levando aos fóruns de discussão e mesas de negociação as demandas de interesse das diplomatas e dos diplomatas.

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Plenário do Senado federal aprova indicação de embaixadores e embaixadoras

O plenário do Senado Federal aprovou, na última quarta-feira (08), a indicação de quatro embaixadores e uma embaixadora que já haviam sido sabatinados anteriormente. A votação foi interrompida por falta de quórum, resta a aprovação de mais 13 nomes que já passaram por sabatina.

A expectativa é que o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), retome na próxima semana a aprovação dos nomes para assumirem postos em países da África, Europa, Ásia, Oceania, Oriente Médio e Caribe.

Foram aprovadas as indicações dos diplomatas e da diplomata:
MANUEL ADALBERTO CARLOS MONTENEGRO LOPES DA CRUZ - Embaixador do Brasil na Jamaica
LUÍS IVALDO VILLAFAÑE GOMES SANTOS - Embaixador do Brasil na República Togolesa
MÁRCIA DONNER ABREU - Embaixadora do Brasil em Barbados e, cumulativamente, em Antígua e Barbuda e na Federação de São Cristóvão e Névis
PEDRO DE CASTRO DA CUNHA E MENEZES - Embaixador do Brasil na República da Namíbia
FERNANDO MEIRELLES DE AZEVEDO PIMENTEL - Embaixador do Brasil na República da Coreia

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Servir Brasil - Em reunião, ADB alerta para manutenção da estrutural piramidal

As entidades sindicais que compõem o Instituto Servir Brasil se reuniram na manhã desta terça-feira (14) na terceira reunião de 2026. Na ocasião, a ADB Sindical chamou a atenção para a manutenção da estrutura piramidal nas carreiras do serviço exterior brasileiro.

Cerca de 23 entidades representativas participaram da reunião para discutir as ações do instituto no segundo trimestre do ano e avaliar as pautas de interesse dos servidores públicos brasileiros.

Durante a reunião, o vice-presidente da Associação dos Diplomatas Brasileiros, Raul Branco, alertou para a estrutura piramidal nas carreiras do Serviço Exterior Brasileiro (SEB), que não foram alcançadas pela lei 15.367/26, aprovada e sancionada no último mês, que extinguiu a pirâmide em todas as outras carreiras do poder executivo.

"Foi extinta a pirâmide de vagas por classes em todas as carreiras do serviço público civil federal, as únicas carreiras que permaneceram nesse modelo piramidal foram as do serviço exterior brasileiro. Esse modelo causa danos muito grandes à nossa carreira, cerca de somente 15% a 20% dos diplomatas hoje chegam ao topo da carreira e o tempo médio para se chegar ao topo é de 29 anos. Não queremos uma carreira expressa, mas sim que todos tenham a oportunidade de alcançar a última classe, entendemos que isso beneficia o serviço público e a eficiência do trabalho realizado", explicou o vice-presidente da ADB.

Presidente da Frente Parlamentar Servir Brasil, o deputado federal André Figueiredo (PDT/CE) destacou a importância do engajamento de todas as categorias para que o serviço público tenha maior representatividade no próximo pleito eleitoral.

Também foi destacada no evento a importância da discussão acerca da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho, da qual o Brasil é signatário, que garante a liberdade sindical e o direito à negociação coletiva.

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