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Servir Brasil - Em reunião, ADB alerta para manutenção da estrutural piramidal

As entidades sindicais que compõem o Instituto Servir Brasil se reuniram na manhã desta terça-feira (14) na terceira reunião de 2026. Na ocasião, a ADB Sindical chamou a atenção para a manutenção da estrutura piramidal nas carreiras do serviço exterior brasileiro.

Cerca de 23 entidades representativas participaram da reunião para discutir as ações do instituto no segundo trimestre do ano e avaliar as pautas de interesse dos servidores públicos brasileiros.

Durante a reunião, o vice-presidente da Associação dos Diplomatas Brasileiros, Raul Branco, alertou para a estrutura piramidal nas carreiras do Serviço Exterior Brasileiro (SEB), que não foram alcançadas pela lei 15.367/26, aprovada e sancionada no último mês, que extinguiu a pirâmide em todas as outras carreiras do poder executivo.

"Foi extinta a pirâmide de vagas por classes em todas as carreiras do serviço público civil federal, as únicas carreiras que permaneceram nesse modelo piramidal foram as do serviço exterior brasileiro. Esse modelo causa danos muito grandes à nossa carreira, cerca de somente 15% a 20% dos diplomatas hoje chegam ao topo da carreira e o tempo médio para se chegar ao topo é de 29 anos. Não queremos uma carreira expressa, mas sim que todos tenham a oportunidade de alcançar a última classe, entendemos que isso beneficia o serviço público e a eficiência do trabalho realizado", explicou o vice-presidente da ADB.

Presidente da Frente Parlamentar Servir Brasil, o deputado federal André Figueiredo (PDT/CE) destacou a importância do engajamento de todas as categorias para que o serviço público tenha maior representatividade no próximo pleito eleitoral.

Também foi destacada no evento a importância da discussão acerca da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho, da qual o Brasil é signatário, que garante a liberdade sindical e o direito à negociação coletiva.

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Governo reajusta benefícios de saúde e assistência pré-escolar para servidoras e servidores federais

O Governo Federal publicou, na última segunda-feira (6), duas portarias que reajustam benefícios destinados às servidoras e aos servidores públicos federais, com impactos na assistência à saúde suplementar e na assistência pré-escolar.

No caso da assistência à saúde suplementar, o valor per capita mensal passou a variar conforme faixa salarial e etária, podendo chegar a R$ 464,89. O reajuste busca promover maior equidade, com percentuais mais elevados para servidoras e servidores com menor remuneração e maior idade.

Já a assistência pré-escolar, destinada a quem possui dependentes de até seis anos de idade, foi reajustada para R$ 526,64, com valor fixo para todas e todos.

Os benefícios atendem centenas de milhares de pessoas, incluindo servidoras e servidores ativos, aposentadas e aposentados, pensionistas e dependentes. Desde 2024, os reajustes acumulados chegam a cerca de 45% na assistência à saúde e 64% na assistência pré-escolar.

Após período de congelamento entre 2016 e 2023, os aumentos fazem parte do processo de recomposição iniciado com a retomada da mesa de negociação entre o governo e as entidades representativas das servidoras e dos servidores públicos federais.

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Governo Federal reajusta auxílio-alimentação do serviço público federal

Foi publicado na última quarta-feira (01), o reajuste do auxílio-alimentação dos servidores e servidoras públicos federais. O valor mensal a ser recebido pelos servidores e servidoras passa a ser de R$1.192,00 e foi fruto da negociação das entidades representativas de classe com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) na Mesa Nacional de Negociação Permanente. A ADB Sindical esteve representada nas negociações pelo Fonacate.

O Fonacate também levou à mesa de negociação com o Governo a preocupação da ADB Sindical com a manutenção da estrutura piramidal na carreira dos diplomatas e das diplomatas. Enquanto a categoria continua vinculada a modelo defasado, outras carreiras que compõem o serviço público federal tiveram suas estruturas modernizadas pelo Projeto de Lei nº 5.874/2025, aprovado pelo senado no último dia 10 de março e sancionado pelo presidente Lula no último dia 30.

O reajuste passa a valer a partir da data de sua publicação, como os servidores e servidoras já receberam os valores referentes ao mês de abril, a diferença referente ao mês será paga na folha de pagamento do mês de maio.

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Fim da Pirâmide PL 5.874/2025: Tramitação legislativa e agenda do SEB

Nas últimas semanas, o Congresso Nacional concluiu a apreciação de projeto de iniciativa do Executivo que reorganiza cargos e promove ajustes relevantes na estrutura de carreiras no serviço público federal. Entre as mudanças aprovadas, há um ponto que dialoga diretamente com o debate sobre desenho de carreira: a revogação do art. 157 da Lei nº 11.890/2008, dispositivo que amarrava, em lei, quantitativos máximos por classe - a chamada “pirâmide” - para um conjunto amplo de carreiras típicas de Estado.

Desde dezembro passado, a ADB Sindical acompanhou a tramitação do PL nº 5.874/2025 de forma sistemática e procurou conscientizar o Parlamento sobre a possibilidade de que essa janela legislativa também fosse utilizada para enfrentar a distorção histórica persistente do Serviço Exterior Brasileiro: um modelo de progressão condicionado a quantitativos rígidos, que cria gargalos artificiais e limita, na prática, tanto o fluxo de carreira quanto a capacidade de gestão de pessoas. 

Nesse esforço, sem prejuízo das negociações em curso com a Administração, apresentamos propostas, articulamos com parlamentares, brindamos apoio técnico para emendas e destaques e sustentamos, de maneira didática e consistente, que o SEB deveria caminhar na mesma direção do movimento mais amplo do Executivo, que vem superando estruturas piramidais por reconhecer seus efeitos negativos sobre a administração.

Apesar desse esforço, a tramitação ocorreu sob urgência constitucional e com forte coordenação do Executivo para preservação de um texto previamente pactuado. Na prática, isso significou um rito acelerado e um encaminhamento em que a relatoria não acolheu modificações de mérito, inclusive emendas e destaques voltados a alterar o desenho de progressão do SEB. O resultado foi a aprovação pelas duas Casas do Congresso Nacional de um texto “fechado”, com avanços importantes para várias carreiras, mas sem a inclusão do Serviço Exterior Brasileiro.

Com a revogação do art. 157, deixam de existir as travas legais de quantitativos por classe para carreiras como a Auditoria da Receita Federal do Brasil, a Auditoria-Fiscal do Trabalho, a Carreira de Especialista do Banco Central do Brasil, Finanças e Controle, Planejamento e Orçamento, Analista de Comércio Exterior, Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, as carreiras da Comissão de Valores Mobiliários e da Superintendência de Seguros Privados, a Carreira de Planejamento e Pesquisa do Ipea, além de carreiras de regulação em agências e de auditoria agropecuária, entre outras contempladas no mesmo marco legal. Em outras palavras: o próprio Estado brasileiro vem reconhecendo, na prática, que a “pirâmide legal” é um mecanismo que engessa a gestão e distorce trajetórias funcionais.

Do ponto de vista institucional, o fim do quantitativo por classe em lei melhora a administração pública em dimensões muito concretas — e é exatamente por isso que defendemos esse debate para o SEB. Quando a progressão fica condicionada a percentuais rígidos, cria-se um funil artificial: a carreira deixa de operar com previsibilidade e passa a operar por “espera de vaga”, com efeitos cumulativos sobre motivação, planejamento e organização do trabalho. Mais do que isso, a pirâmide reduz a autonomia do órgão para gerir sua força de trabalho. Para o MRE, que depende de planejamento permanente de pessoal, inclusive para lotações no Brasil e no exterior, o efeito é ainda mais sensível: travas estruturais por classe dificultam calibrar equipes, recompor áreas estratégicas, assegurar continuidade em funções críticas, planejar substituições e distribuir senioridade de forma compatível com as responsabilidades do serviço. Em vez de reforçar a gestão, a pirâmide transforma a progressão em instrumento de contenção e perpetua gargalos que contaminam a política de pessoal como um todo.

A ADB Sindical segue convicta de que superar esse modelo no SEB, conforme decisão da Assembleia-Geral, adotada em novembro de 2023, é medida de modernização administrativa e de fortalecimento institucional do Ministério. Por isso, reiteramos nossa confiança de que o tema será tratado no espaço adequado, que é o do Executivo: cabe ao MRE conduzir tecnicamente esse encaminhamento no processo de negociação já aberto no Grupo de Trabalho com o Governo Federal, envolvendo o próprio MRE e o Ministério da Gestão e da Inovação. É nesse marco que apresentamos, em dezembro, uma proposta estruturada de revisão da Lei do Serviço Exterior, que permanece como base para organizar prioridades, construir convergências e viabilizar soluções normativas.

Reafirmando nosso compromisso com uma gestão pautada no diálogo, encaminharemos nos próximos dias um boletim especial detalhado sobre a contraproposta de nova LSE, protocolada em dezembro passado e atualmente em análise pelo MRE. Cabe recordar que o resultado das negociações será submetido tempestivamente à aprovação da Assembleia-Geral da ADB Sindical.

Seguiremos atuando com transparência e responsabilidade institucional, mantendo as associadas e os associados informados sobre os desdobramentos e trabalhando para que o SEB não permaneça como exceção, quando o conjunto do serviço público federal avança justamente no sentido de dar mais racionalidade ao fluxo de carreira e mais autonomia gerencial aos órgãos.

Gustavo Buttes 

Presidente

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