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Governo Federal reajusta auxílio-alimentação do serviço público federal

Foi publicado na última quarta-feira (01), o reajuste do auxílio-alimentação dos servidores e servidoras públicos federais. O valor mensal a ser recebido pelos servidores e servidoras passa a ser de R$1.192,00 e foi fruto da negociação das entidades representativas de classe com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) na Mesa Nacional de Negociação Permanente. A ADB Sindical esteve representada nas negociações pelo Fonacate.

O Fonacate também levou à mesa de negociação com o Governo a preocupação da ADB Sindical com a manutenção da estrutura piramidal na carreira dos diplomatas e das diplomatas. Enquanto a categoria continua vinculada a modelo defasado, outras carreiras que compõem o serviço público federal tiveram suas estruturas modernizadas pelo Projeto de Lei nº 5.874/2025, aprovado pelo senado no último dia 10 de março e sancionado pelo presidente Lula no último dia 30.

O reajuste passa a valer a partir da data de sua publicação, como os servidores e servidoras já receberam os valores referentes ao mês de abril, a diferença referente ao mês será paga na folha de pagamento do mês de maio.

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Fim da Pirâmide PL 5.874/2025: Tramitação legislativa e agenda do SEB

Nas últimas semanas, o Congresso Nacional concluiu a apreciação de projeto de iniciativa do Executivo que reorganiza cargos e promove ajustes relevantes na estrutura de carreiras no serviço público federal. Entre as mudanças aprovadas, há um ponto que dialoga diretamente com o debate sobre desenho de carreira: a revogação do art. 157 da Lei nº 11.890/2008, dispositivo que amarrava, em lei, quantitativos máximos por classe - a chamada “pirâmide” - para um conjunto amplo de carreiras típicas de Estado.

Desde dezembro passado, a ADB Sindical acompanhou a tramitação do PL nº 5.874/2025 de forma sistemática e procurou conscientizar o Parlamento sobre a possibilidade de que essa janela legislativa também fosse utilizada para enfrentar a distorção histórica persistente do Serviço Exterior Brasileiro: um modelo de progressão condicionado a quantitativos rígidos, que cria gargalos artificiais e limita, na prática, tanto o fluxo de carreira quanto a capacidade de gestão de pessoas. 

Nesse esforço, sem prejuízo das negociações em curso com a Administração, apresentamos propostas, articulamos com parlamentares, brindamos apoio técnico para emendas e destaques e sustentamos, de maneira didática e consistente, que o SEB deveria caminhar na mesma direção do movimento mais amplo do Executivo, que vem superando estruturas piramidais por reconhecer seus efeitos negativos sobre a administração.

Apesar desse esforço, a tramitação ocorreu sob urgência constitucional e com forte coordenação do Executivo para preservação de um texto previamente pactuado. Na prática, isso significou um rito acelerado e um encaminhamento em que a relatoria não acolheu modificações de mérito, inclusive emendas e destaques voltados a alterar o desenho de progressão do SEB. O resultado foi a aprovação pelas duas Casas do Congresso Nacional de um texto “fechado”, com avanços importantes para várias carreiras, mas sem a inclusão do Serviço Exterior Brasileiro.

Com a revogação do art. 157, deixam de existir as travas legais de quantitativos por classe para carreiras como a Auditoria da Receita Federal do Brasil, a Auditoria-Fiscal do Trabalho, a Carreira de Especialista do Banco Central do Brasil, Finanças e Controle, Planejamento e Orçamento, Analista de Comércio Exterior, Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, as carreiras da Comissão de Valores Mobiliários e da Superintendência de Seguros Privados, a Carreira de Planejamento e Pesquisa do Ipea, além de carreiras de regulação em agências e de auditoria agropecuária, entre outras contempladas no mesmo marco legal. Em outras palavras: o próprio Estado brasileiro vem reconhecendo, na prática, que a “pirâmide legal” é um mecanismo que engessa a gestão e distorce trajetórias funcionais.

Do ponto de vista institucional, o fim do quantitativo por classe em lei melhora a administração pública em dimensões muito concretas — e é exatamente por isso que defendemos esse debate para o SEB. Quando a progressão fica condicionada a percentuais rígidos, cria-se um funil artificial: a carreira deixa de operar com previsibilidade e passa a operar por “espera de vaga”, com efeitos cumulativos sobre motivação, planejamento e organização do trabalho. Mais do que isso, a pirâmide reduz a autonomia do órgão para gerir sua força de trabalho. Para o MRE, que depende de planejamento permanente de pessoal, inclusive para lotações no Brasil e no exterior, o efeito é ainda mais sensível: travas estruturais por classe dificultam calibrar equipes, recompor áreas estratégicas, assegurar continuidade em funções críticas, planejar substituições e distribuir senioridade de forma compatível com as responsabilidades do serviço. Em vez de reforçar a gestão, a pirâmide transforma a progressão em instrumento de contenção e perpetua gargalos que contaminam a política de pessoal como um todo.

A ADB Sindical segue convicta de que superar esse modelo no SEB, conforme decisão da Assembleia-Geral, adotada em novembro de 2023, é medida de modernização administrativa e de fortalecimento institucional do Ministério. Por isso, reiteramos nossa confiança de que o tema será tratado no espaço adequado, que é o do Executivo: cabe ao MRE conduzir tecnicamente esse encaminhamento no processo de negociação já aberto no Grupo de Trabalho com o Governo Federal, envolvendo o próprio MRE e o Ministério da Gestão e da Inovação. É nesse marco que apresentamos, em dezembro, uma proposta estruturada de revisão da Lei do Serviço Exterior, que permanece como base para organizar prioridades, construir convergências e viabilizar soluções normativas.

Reafirmando nosso compromisso com uma gestão pautada no diálogo, encaminharemos nos próximos dias um boletim especial detalhado sobre a contraproposta de nova LSE, protocolada em dezembro passado e atualmente em análise pelo MRE. Cabe recordar que o resultado das negociações será submetido tempestivamente à aprovação da Assembleia-Geral da ADB Sindical.

Seguiremos atuando com transparência e responsabilidade institucional, mantendo as associadas e os associados informados sobre os desdobramentos e trabalhando para que o SEB não permaneça como exceção, quando o conjunto do serviço público federal avança justamente no sentido de dar mais racionalidade ao fluxo de carreira e mais autonomia gerencial aos órgãos.

Gustavo Buttes 

Presidente

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Frente Parlamentar Mista do Serviço Exterior Brasileiro inicia os trabalhos no Congresso Nacional

Foi lançada, na manhã da última quinta-feira (19), a Frente Parlamentar Mista do Serviço Exterior Brasileiro, em cerimônia realizada no Salão Nobre da Câmara dos Deputados. A iniciativa marca um importante avanço no fortalecimento do diálogo entre o Parlamento e as servidoras e os servidores das carreiras que compõem o Serviço Exterior Brasileiro, além de fomentar o debate sobre temas relevantes da atuação internacional do Brasil.

O evento reuniu parlamentares, representantes de entidades representativas e profissionais do Serviço Exterior, consolidando o apoio político à pauta de valorização das carreiras e ao aprimoramento das condições de trabalho de todas e todos que atuam na diplomacia brasileira.

A frente parlamentar nasce com o objetivo de acompanhar, no âmbito do Congresso Nacional, temas estratégicos para o Serviço Exterior, promovendo o debate qualificado sobre propostas legislativas e contribuindo para o fortalecimento institucional da atuação internacional do Brasil.

"Destacamos a importância da iniciativa como espaço permanente de articulação institucional. Reforçamos o compromisso da bancada sindical em atuar de forma coordenada na defesa dos direitos, da valorização profissional e da melhoria das condições de trabalho das servidoras e dos servidores do Serviço Exterior Brasileiro", disse Gustavo Buttes, presidente da ADB Sindical.

A criação e o lançamento da frente parlamentar contam com amplo apoio no Congresso Nacional, com mais de 200 assinaturas de parlamentares, refletindo o reconhecimento da relevância estratégica do Serviço Exterior para o desenvolvimento e a projeção internacional do país.

A expectativa é que a Frente Parlamentar Mista do Serviço Exterior Brasileiro atue como um canal permanente de diálogo entre o Legislativo e as carreiras, contribuindo para avanços concretos nas pautas prioritárias do setor.

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Frente Parlamentar Mista do Serviço Exterior Brasileiro será lançada na Câmara

As entidades que compõem a bancada sindical do Itamaraty — ADB Sindical e Sinditamaraty — coordenam o lançamento da Frente Parlamentar Mista do Serviço Exterior Brasileiro, que será realizado no dia 19 de março, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados.

A frente parlamentar reúne deputados e deputadas federais, senadoras e senadores da República e tem como objetivo levar ao debate legislativo as principais demandas das servidoras e servidores que atuam na diplomacia brasileira, promovendo o acompanhamento de temas relacionados à valorização da carreira, às condições de trabalho e ao aperfeiçoamento das atividades desempenhadas pelo Serviço Exterior.

Além disso, a Frente também fomentará o debate sobre temas relevantes da atuação internacional do Brasil, tais como: integração regional, diplomacia econômica e ambiental, discussão de acordos internacionais, atuação em foros multilaterais e cooperação para o desenvolvimento.

NOVA LEI DO SERVIÇO EXTERIOR
Está em discussão, ainda no âmbito ministerial, a nova Lei do Serviço Exterior Brasileiro (SEB). A temática é o principal pleito das servidoras e servidores que compõem os quadros do Itamaraty. É importante que o debate chegue o quanto antes no parlamento para a abertura do diálogo com os representantes e as representantes da sociedade brasileira.

Atualmente o Ministério das Relações Exteriores (MRE) funciona com um modelo piramidal que representa uma administração retrógrada, travando a ascensão de servidoras e servidores, facilitando o assédio moral e a ineficiência do serviço de representação no exterior.

O Sinditamaraty e a ADB Sindical propõem a discussão de um novo regramento, que contemple as regras de promoção, remoção de servidores, estrutura burocrática ministerial, regime disciplinar e formas de se realizar avaliações de desempenho de maneira objetiva. A atualização da legislação trará maior segurança jurídica e eficiência ao trabalho realizado no Itamaraty.

QUEM VAI PARTICIPAR?
Sob presidência do deputado Duarte Junior (PSB/MA), a Frente será lançada com a presença de servidores do Itamaraty, diretoria das entidades da Bancada Sindical, administração do Ministério das Relações Exteriores e diversos parlamentares signatários.

Formulário de confirmação:

https://forms.office.com/r/1qcggNVTJF

SERVIÇO
Lançamento da Frente Parlamentar Mista do Serviço Exterior Brasileiro

Local: Salão Nobre da Câmara dos Deputados

Data: 19 de março de 2026 (quinta-feira)

Horário: 10h

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