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Nota sobre cerimônia de agradecimento - COP-30

A ADB Sindical parabeniza, uma vez mais, os servidores e as servidoras que se dedicaram com profissionalismo e dedicação extraordinária ao êxito da COP-30, bem como dos demais grandes eventos que o Brasil sediou recentemente.

Na esteira de graves denúncias sobre as condições de trabalho e sobre a ocorrência de assédio nesses eventos, lamentamos que o Ministro de Estado das Relações Exteriores, em cerimônia de agradecimento realizada ontem (27/11), tenha perdido a oportunidade de demonstrar compromisso com as justas reivindicações por melhores condições de trabalho.

Discursos e homenagens não substituem a devida compensação das horas-extras, tampouco a urgente revisão das normas e práticas administrativas do MRE. Espera-se da chefia do Itamaraty inequívoco compromisso com o cumprimento da lei e com o efetivo combate ao assédio.

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Mecanismo de Remoções 2025.2. Prazo de partida em junho de 2026. Elogio. Próximos passos.

A ADB Sindical manifesta satisfação com o calendário do mecanismo de remoções do segundo semestre de 2025 (Portaria MRE nº 628/2025), ao ampliar o intervalo entre a divulgação do resultado do mecanismo e a partida das pessoas removidas, prevista para até 30 de junho de 2026.

A medida atende a demanda apresentada pela ADB Sindical no âmbito da Mesa Setorial de Negociação Permanente (MSNP), e assegura a diplomatas e suas famílias mais tempo para providências essenciais, como matrículas escolares, contratos de locação e outras questões logísticas de mudança. Manifestamos a expectativa de que esse parâmetro se consolide como política continuada nas próximas edições do mecanismo, e que seja circulada, tempestivamente, informação sobre os impactos desta medida no planejamento dos mecanismos de remoção previstos para 2026.

A ADB Sindical espera, em breve, retomar a discussão sobre aprimoramentos do mecanismo de remoção no âmbito da MSNP.

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Nota sobre Quadro de Acesso 2.2025

A ADB Sindical parabeniza as diplomatas e os diplomatas incluídos no Quadro de Acesso do segundo semestre de 2025. É uma conquista pessoal e profissional que merece reconhecimento — apesar de ocorrer sob um modelo que há muito deixou de atender às expectativas da carreira e às demandas da diplomacia brasileira.

O atual regulamento de promoção da carreira diplomática é frágil, pouco transparente e carente de critérios objetivos. O sistema anacrônico de promoções do Itamaraty é repleto de ineficiências e comete, todo semestre, numerosas injustiças. Muitas horas de trabalho de diplomatas são dedicadas a campanhas de promoção e a um sistema bizantino de reuniões secretas, incompatíveis com uma Administração Pública eficiente, transparente e impessoal.

Desde o segundo semestre de 2024, a ADB Sindical negocia com a Administração uma nova normativa para regulamentar o mecanismo de promoção. O texto resultante, que extingue o Quadro de Acesso e incorpora avanços aprovados pela Assembleia Geral da categoria, segue em análise por parte do MRE. O Sindicato espera que as novas regras entrem em vigor ainda este ano, a tempo da próxima rodada de promoções.

A gestão de pessoal do Itamaraty precisa refletir a complexidade dos desafios internacionais do Brasil e reconhecer, com transparência e objetividade, a dedicação de quem constrói diariamente a política externa do país. Infelizmente, o atual mecanismo de promoções, em geral, e o Quadro de Acesso, em particular, não cumprem esses necessários objetivos. 

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Nota sobre primeira reunião do GT para Revisão de Critérios de Promoção e para Reestruturação das Carreiras do SEB

A Associação e Sindicato dos Diplomatas Brasileiros (ADB Sindical) e o Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores) Sinditamaraty participaram, na última quarta-feira (13/08), no Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) da primeira reunião do Grupo de Trabalho para Revisão de Critérios de Promoção e para Reestruturação das Carreiras do Serviço Exterior Brasileiro. O Grupo de Trabalho, no âmbito da Mesa Setorial de Negociação Permanente, conta com a participação, pelo lado sindical, da ADB Sindical e do Sinditamaraty, e, pelo lado do governo, do MRE e do MGI.

Previsto no acordo assinado entre os sindicatos e o Governo no ano passado, o Grupo de Trabalho tem por objetivo trabalhar na construção do texto final das propostas de mudanças no regime jurídico do SEB, após quase um ano de discussões entre a Administração do MRE e os sindicatos, no âmbito da Mesa Setorial.

A bancada sindical reconhece o avanço nas negociações e a disposição do Governo em editar um novo decreto sobre promoções na carreira de diplomata, bem como de incluir, em projeto de lei a ser encaminhado em breve ao Congresso Nacional a eliminação da divisão de vagas por classe nas carreiras de oficial e de assistente de chancelaria. Essa medida, que atende a demandas das categorias, efetivamente abolirá o sistema de “pirâmide” nas carreiras de Ofchan e Achan, de modo a permitir o desenvolvimento profissional de servidores e servidoras mediante cumprimento de requisitos, sem o risco de estagnação por falta de vagas na classe superior, como ocorre atualmente.

A bancada sindical recebeu, porém, com preocupação, o que parece ser uma posição intransigente da Administração do MRE em manter tal modelo de limitação de vagas por classe para a carreira de diplomata. O modelo piramidal condena gerações inteiras de diplomatas à falta de perspectivas de progressão funcional, permanecendo décadas nas classes iniciais da carreira, sem possibilidade concreta de alcançar as classes superiores. Esse modelo anacrônico desvaloriza a carreira de diplomata em relação a outras carreiras de Estado, nas quais servidores e servidoras chegam ao topo salarial em 12, 15 ou 20 anos, e traz severas consequências para a atratividade da carreira, a retenção de quadros e a aposentadoria de diplomatas. Há no MRE o seguinte paradoxo: existe forte déficit de pessoal e, ao mesmo tempo, quem está trabalhando não tem perspectiva de progredir na carreira em tempo minimamente razoável.

Da mesma maneira, os sindicatos foram surpreendidos negativamente com a hesitação da bancada governista em encaminhar, no prazo acordado, projeto de nova lei do serviço exterior ao Congresso Nacional. Ainda que haja melhorias pontuais no regime jurídico possíveis de serem implementadas por decreto ou outros diplomas legais, o debate dos últimos meses levantou uma série de outras questões, como a clara definição das competências do Itamaraty e das atribuições de cada carreira, que demandam solução via projeto de lei.

A bancada sindical recorda ao Governo Federal que o compromisso firmado no ano passado menciona, explicitamente, a urgência de reestruturação das carreiras do SEB, no âmbito do processo em curso de transformação do Estado brasileiro. E, para esse fim, encontra-se disponível para contribuir e fazer avançar as negociações em torno de uma nova Lei do Serviço Exterior.

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