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Boletim da ADB Sindical nº5/2026

Boletim da ADB Sindical nº5/2026

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‍ ‍ ‍ ‍ ‍Boletim nº 5/2026

03 de Julho de 2026 ‍ ‍ ‍‍


Junho foi marcado por importantes iniciativas da ADB Sindical em defesa dos interesses da categoria. Ao longo do mês, a entidade acompanhou a implementação do novo Regulamento de Promoções, manteve o diálogo com a Administração e com o Governo do Distrito Federal sobre pautas estruturantes da carreira e encaminhou ofícios ao Ministério das Relações Exteriores em busca de melhorias nas condições de trabalho e na gestão de recursos humanos.

Nesta edição, destacamos ainda o resultado da Assembleia Geral Extraordinária sobre a proposta de reforma estatutária, a atuação da Frente Parlamentar Mista do Serviço Exterior Brasileiro em defesa do PL nº 1.409/2025 e a participação da ADB em debates nacionais sobre o fortalecimento do serviço público. Também apresentamos as principais ações institucionais realizadas ao longo do mês em benefício das filiadas e dos filiados.

Boa leitura!


Assembleia Geral Extraordinária encerra processo de reforma estatutária

A ADB Sindical concluiu, no mês de junho, o processo de deliberação sobre a proposta de reforma dos Estatutos Sociais da ADB e da ADB Sindical. Em Assembleia Geral Extraordinária, as filiadas e os filiados aprovaram o rito de votação, que previu a apresentação de emendas, destaques e substitutivos, seguida de consulta eletrônica à categoria.

A votação foi realizada entre os dias 18 e 28 de junho. Ao todo, foram registrados 333 votos, número que representa mais de 20% do quadro associativo e a segunda maior participação da história da ADB Sindical em assembleias.

Na consulta inicial, que perguntava se a categoria era favorável à reforma dos estatutos, 58% dos votantes (193 votos) manifestaram-se contrários à proposta, enquanto 42% (140 votos) votaram favoravelmente. Conforme o rito aprovado pela própria Assembleia, a rejeição da proposta encerrou o processo deliberativo, tornando sem efeito a votação das demais alterações estatutárias.

COMUNICADO
ADB Sindical acompanha implementação do novo Regulamento de Promoções

A ADB Sindical acompanha a implementação do novo Regulamento de Promoções da Carreira de Diplomata do Serviço Exterior Brasileiro, instituído pelo Decreto nº 12.815, de 16 de janeiro de 2026.

Durante as discussões que antecederam a publicação do decreto, a entidade defendeu um sistema mais simples, transparente, objetivo e impessoal, capaz de substituir o modelo anterior, marcado por elevado grau de discricionariedade. Embora o novo regulamento represente um avanço, sua efetividade depende de aplicação coerente com os princípios que motivaram a reforma.

Entre os pontos de atenção está a utilização do art. 40 do decreto, que permite, em caráter excepcional, a inclusão de diplomatas na lista classificatória por decisão do ministro das Relações Exteriores. Para a ADB Sindical, esse mecanismo deve ser utilizado apenas de forma excepcional, sendo acompanhado de justificativa clara e compatível com os critérios objetivos do novo sistema.

A entidade também recebeu relatos sobre lacunas observadas neste primeiro ciclo de implementação, como a ausência de respostas individualizadas aos recursos apresentados, falta de transparência na composição da Comissão de Promoções, falhas na distribuição de documentos, insuficiência das informações sobre os trabalhos da Comissão, dúvidas quanto ao tratamento dos integrantes do antigo Quadro de Acesso e falta de clareza sobre os critérios efetivamente utilizados no resultado final.

Leia abaixo a nota completa da ADB Sindical sobre o mecanismo de promoções:

 

Nota sobre o Mecanismo de Promoções 2026.1

A ADB Sindical parabeniza as diplomatas e os diplomatas promovidos no primeiro semestre de 2026. A promoção é conquista pessoal e profissional relevante e deve ser reconhecida, sem prejuízo da análise crítica do mecanismo que produziu esse resultado.

O Sindicato lamenta, porém, que os resultados ignorem, em grande medida, os critérios objetivos que o Decreto nº 12.815, de 16 de janeiro de 2026, que aprovou o Regulamento de Promoções da Carreira de Diplomata do Serviço Exterior Brasileiro estabeleceu.

Este foi o primeiro ciclo de promoções realizado sob a vigência do citado Decreto. A ADB Sindical participou das discussões que antecederam sua publicação e defendeu, de forma reiterada, os princípios aprovados pela Assembleia-Geral em 16 de novembro de 2023 e reafirmados pela Assembleia-Geral Extraordinária de 6 de novembro de 2024: progressão mais previsível, transparente e equânime; critérios objetivos e aferíveis; fim da lógica de campanhas, votações e escolhas opacas; maior pluralidade na Comissão de Promoções; ações afirmativas com impacto real nas promoções; e superação, por meio de reforma estrutural, dos limites quantitativos de vagas por classe.

O Decreto publicado incorporou avanços parciais, como a extinção do antigo Quadro de Acesso, a criação de listas baseadas em pontuação funcional, a divulgação de notas e posições relativas na lista classificatória e a previsão de critérios de ação afirmativa na formação das listas. Esses elementos respondem, em parte, a demandas da ADB Sindical por mais objetividade e publicidade no processo.

A implementação do primeiro ciclo, contudo, evidenciou que os problemas centrais do sistema permanecem. A existência de uma lista classificatória por pontuação não impediu que diplomatas com altas pontuações fossem preteridos em favor de colegas em posições inferiores. O processo continua, portanto, a tratar de modo anti-isonômico diplomatas com carreira, experiência e mérito equivalentes, gerando distorções injustificadas.

Também preocupa a manutenção da lógica de votação nas câmaras de avaliação, incorporada ao Decreto contra a posição defendida pela categoria. A ADB sustentou que a promoção deveria decorrer de critérios técnicos, públicos e aferíveis, e não da soma de manifestações individuais de preferência em colegiados internos. A votação, ainda que formalmente estruturada como atribuição de notas ponderadas pelo número de votos, reintroduz subjetividade, assimetria de informação e margem para preferências pessoais, redes de proximidade e escolhas pouco verificáveis. Na prática, preservou-se a lógica das campanhas exaustivas por promoção, que consomem tempo e energia da carreira, estimulam articulações internas e deslocam o foco do desempenho institucional para a busca de visibilidade junto às instâncias decisórias.

A composição e o funcionamento da Comissão de Promoções também ficaram aquém do que a ADB Sindical defendeu. O Sindicato propôs uma Comissão mais plural, com participação mais equilibrada de representantes da carreira, de distintas classes, e critérios mais claros de composição. O modelo implementado preservou forte concentração decisória na alta Chefia e nos ocupantes de funções superiores, o que limita a diversidade de perspectivas e reduz a confiança da categoria na avaliação colegiada.

Nesse contexto, a ADB Sindical também observa lacunas no relato dos trabalhos da Comissão de Promoções. O próprio Decreto prevê a elaboração de relatório detalhado das reuniões, com registro dos principais fatos e critérios discutidos, do resultado das votações e dos fundamentos das decisões adotadas. A divulgação de relato limitado a aspectos formais e procedimentais não atende a esse objetivo e dificulta a compreensão, pela categoria, dos critérios efetivamente utilizados na formação da lista e na condução do processo. Tampouco houve clareza sobre como se definiram os quantitativos de promoção do extinto Quadro de Acesso.

Também merece crítica o uso do art. 40 do Decreto. O dispositivo permite a inclusão excepcional de diplomatas na lista classificatória, por determinação do Ministro de Estado, em razão de “especial contribuição para a política externa brasileira”. Essa previsão foi reiteradamente apontada pela ADB Sindical como incompatível com o modelo defendido pela categoria. Ademais, sua utilização, sem fundamentação individualizada, pública e robusta, compromete a credibilidade do novo sistema, pois relativiza a própria razão de ser da pontuação objetiva e da lista classificatória.

No campo das ações afirmativas, a diferença entre a posição da ADB Sindical e o Decreto publicado tornou-se igualmente evidente. A ADB defendeu que cotas interseccionalizadas incidissem sobre as promoções efetivas, na mesma proporção em cada classe, de modo a produzir correção concreta de desigualdades históricas na carreira. O modelo adotado, ao limitar a ação afirmativa à composição das listas pré-classificatória e classificatória, representou retrocesso visível: assegura presença formal de mulheres, pessoas negras, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência nas etapas intermediárias, mas não garante impacto proporcional no resultado final.

A leitura preliminar do resultado confirma essa preocupação. A presença desses grupos nas listas não se converteu, de forma consistente, em promoções efetivas. No caso das mulheres e das pessoas negras, a sub-representação permaneceu particularmente visível nas classes superiores. No caso das pessoas com deficiência, persistem lacunas relevantes em classes específicas. A ausência de diplomatas indígenas e quilombolas nas listas e nas promoções também evidencia uma distorção estrutural anterior ao mecanismo de promoções, relacionada ao próprio ingresso na carreira. A consequência é grave: quando a ação afirmativa opera apenas na lista, mas não na promoção, o mecanismo pode transformar uma política de correção de desigualdades em mera ampliação de visibilidade, sem efetiva redistribuição de oportunidades.

Um processo que visava a reduzir a arbitrariedade, os viéses e o personalismo, acabou por reproduzir, com verniz de objetividade, a mesma seletividade discricionária que pretendia superar.

Outro ponto relevante é o Quadro Especial. A ADB Sindical defende sua extinção por meio de reforma da Lei do Serviço Exterior, por se tratar de instituto anacrônico, disfuncional e incompatível com uma carreira moderna. Enquanto isso não ocorre, contudo, a ADB insistiu na necessidade de que esses colegas também fossem incluídos em mecanismo objetivo, transparente e minimamente equivalente ao do Quadro Ordinário. A proposta sindical previa tratamento mais estruturado para esse universo, com edital, critérios, lista classificatória e procedimentos próprios. O modelo final, porém, ignorou a necessidade de amenizar o impacto negativo sobre a carreira desse instituto, que já produz graves distorções e deixa colegas experientes em situação de prolongada estagnação, com perspectivas reduzidas de desenvolvimento profissional.

A experiência deste primeiro semestre confirma a avaliação da ADB Sindical: o novo Decreto representou avanço parcial, a despeito de falhas de implementação, que devem ser corrigidas, mas não resolveu o problema estrutural da carreira. Enquanto as promoções dependerem de vagas escassas, listas ampliadas, votações internas, escolhas finais pouco motivadas e possibilidade de exceções sem controle suficiente, a carreira continuará sujeita a insegurança, frustração e competição interna disfuncional.

A solução exige reforma mais ampla da Lei do Serviço Exterior, com superação dos limites quantitativos de vagas por classe, fim do Quadro Especial, regras de promoção entre classes e de progressão salarial mais objetivas e previsíveis, critérios públicos de avaliação, ações afirmativas com impacto efetivo nas promoções e um modelo compatível com o serviço público contemporâneo.

Diplomatas que desejarem encaminhar outros pontos de atenção sobre o mecanismo em curso podem entrar em contato pelo e-mail secretaria@adb.org.br. 

 


CAFÉ DA MANHÃ COM DIPLOMATAS

ADB promove café da manhã com associadas e associados

 

Em alusão ao Dia da Servidora e do Servidor Público Aposentado, a ADB Sindical promoveu, no dia 17 de junho, café da manhã com associadas e associados aposentados, na sede da entidade, em Brasília.

O encontro proporcionou momento de confraternização e diálogo sobre temas de interesse da categoria. Na ocasião, a diretoria apresentou as principais ações e projetos desenvolvidos pela gestão. A atividade contou ainda com a participação da diretora do Departamento do Serviço Exterior (DSE) do MRE, ministra Clarissa Souza Della Nina.

Ao final do encontro, as participantes e os participantes receberam exemplares do livro Capacidades Diplomáticas para o Brasil do Século XXI, lançado recentemente pela ADB Sindical.


Avanços nas tratativas com o GDF sobre situação de cônjuges de integrantes do SEB

A ADB Sindical deu continuidade às tratativas com o Governo do Distrito Federal em busca de soluções para a situação de servidoras e servidores distritais que acompanham cônjuges em missões no exterior.

Em 12 de junho, representantes da entidade participaram de nova reunião com integrantes do GDF para discutir alternativas que garantam maior segurança e previsibilidade a essas famílias.

A pauta vem sendo acompanhada pela ADB Sindical há vários meses, por meio de reuniões e propostas encaminhadas ao Governo do Distrito Federal. A receptividade por parte da administração distrital tem sido positiva, e a expectativa é de que uma solução para a demanda seja alcançada em breve.


FONACATE

ADB participa de debate sobre temas estratégicos para o funcionalismo público

A ADB Sindical acompanhou, no último dia 09 de junho, a Assembleia Geral do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), que discutiu temas estratégicos para o funcionalismo público, entre eles o Projeto de Lei nº 1.893/2026, que regulamenta a negociação coletiva no serviço público, e a proposta de retomada do adicional por tempo de Serviço. 
 
A proposta do Fórum consiste em estender o benefício do adicional por tempo de serviço a todas as carreiras do serviço público e deverá servir como base para futuras articulações no Congresso Nacional. Os participantes também discutiram estratégias para a tramitação legislativa da matéria, considerada politicamente desafiadora, mas fortalecida pelos recentes entendimentos judiciais sobre o tema. 


FRENTE PARLAMENTAR
Frente Parlamentar reforça apoio à tramitação do PL nº 1.409/2025 

A secretária-executiva da Frente Parlamentar Mista do Serviço Exterior Brasileiro (FPSEB), Katiana Santiago, que integra a equipe administrativa da ADB Sindical, reuniu-se com o deputado Hugo Leal (PSD/RJ), relator do PL nº 1.409/2025, durante as comemorações pelos 18 anos da Lei Seca, de autoria do parlamentar.

Na ocasião, foi reiterada a importância da aprovação do projeto, que trata da importação de veículos usados e beneficia servidoras e servidores do Serviço Exterior Brasileiro que retornam ao Brasil após missões no exterior, reduzindo prejuízos decorrentes da necessidade de alienação de bens adquiridos durante a permanência fora do país.

A FPSEB seguirá atuando junto ao Congresso Nacional em defesa de pautas que fortaleçam as carreiras do Serviço Exterior Brasileiro e contribuam para a modernização do marco legal da categoria.


ADB, AMDB e Sinditamaraty solicitam esclarecimentos ao MRE sobre mecanismo de remoções

A ADB Sindical, a Associação das Mulheres Diplomatas do Brasil (AMDB) e o Sinditamaraty encaminharam ofício conjunto ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, solicitando esclarecimentos e providências em relação ao mecanismo de remoções do Ministério das Relações Exteriores.

As entidades manifestaram preocupação com a ausência da portaria de abertura do processo de remoções, etapa fundamental para garantir previsibilidade e segurança às servidoras e aos servidores do Serviço Exterior Brasileiro.

No documento, destacam que a indefinição sobre o cronograma e as regras do mecanismo tem gerado insegurança funcional e dificultado o planejamento pessoal e familiar dos integrantes da carreira, especialmente daqueles que dependem dessas informações para organizar mudanças de posto e demais aspectos relacionados à vida no exterior.

As entidades solicitaram informações sobre o andamento do processo e reforçaram a importância de que o mecanismo de remoções seja conduzido com transparência, previsibilidade e observância dos prazos necessários ao adequado planejamento das servidoras e dos servidores.

- Clique aqui para ler o ofício na íntegra


ADB Sindical solicita ao MRE medidas para compensação de horas trabalhadas em grandes eventos

A ADB Sindical encaminhou ofício ao secretário de Gestão Administrativa do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Denis Fontes de Souza Pinto, solicitando a adoção de medidas para assegurar a compensação das horas extraordinárias trabalhadas por diplomatas e demais servidoras e servidores em grandes eventos.

No documento, a entidade destaca que a realização desses eventos exige intenso esforço das equipes envolvidas, frequentemente com jornadas contínuas e exaustivas, sem a adoção de regimes de turnos ou plantões para a adequada distribuição da carga de trabalho.

Diante desse cenário, a ADB Sindical solicitou ampliação do prazo para compensação das horas extraordinárias acumuladas durante a IX Reunião Ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS), realizada em abril deste ano, a exemplo de solução semelhante já aplicada em eventos anteriores.

- Clique aqui para ler o ofício


ADB Sindical cobra melhorias na infraestrutura e nas condições de segurança do MRE

A ADB Sindical encaminhou ofícios à Secretaria de Gestão Administrativa do Ministério das Relações Exteriores solicitando providências sobre questões de infraestrutura e segurança nas dependências da Secretaria de Estado, diante de relatos sobre problemas que afetam as condições de trabalho.

Entre os temas abordados estão a necessidade de intervenções na cozinha do Ministério, em razão de riscos relacionados ao sistema de exaustão e à rede de gás, e a situação dos sanitários da SERE, que permanecem parcialmente interditados, causando transtornos às servidoras, aos servidores e aos demais usuários das instalações.

A entidade solicitou informações sobre as providências adotadas, bem como o cronograma para conclusão das obras e reabertura dos sanitários interditados.

A ADB Sindical seguirá acompanhando essas demandas e atuando para que sejam adotadas medidas que assegurem condições adequadas de segurança, infraestrutura e bem-estar no ambiente de trabalho.


ADB RESPONDE

Buscaremos apresentar quadro com respostas às principais dúvidas recebidas pela ADB Sindical sobre temas de interesse das diplomatas e dos diplomatas brasileiros. O objetivo é reunir, de forma simples e acessível, informações sobre pautas que vêm sendo acompanhadas pela entidade em defesa da categoria.

Em caso de dúvidas adicionais ou para obter mais informações sobre qualquer um dos assuntos, entre em contato com a Secretaria da ADB Sindical pelo e-mail secretaria@adb.org.br.

 

PERGUNTA 1

Por que a ADB Sindical propôs uma parceria com o Hospital Sírio-Libanês para apoio médico em postos D? Esse serviço não duplicaria a telemedicina já oferecida pelo seguro-saúde?

Resposta

O projeto não consiste apenas em oferecer consultas médicas online. A proposta é criar uma estrutura complementar de apoio técnico para diplomatas lotados em postos D, contemplando o mapeamento da rede médica local, avaliação de riscos, protocolos de atendimento, orientação em caso de emergências, informações qualificadas sobre hospitais e serviços de saúde e apoio à tomada de decisão em casos que possam exigir remoção médica. 

A iniciativa surgiu a partir da constatação de dificuldades enfrentadas por servidores em postos de maior vulnerabilidade, especialmente após o falecimento do embaixador Nei, em 2024, no Togo. O episódio evidenciou que, em determinadas localidades, apenas possuir seguro-saúde não é suficiente para garantir uma resposta rápida e segura diante de emergências médicas.

Antes da elaboração da proposta, a ADB Sindical buscou alternativas junto a diferentes instituições, entre elas universidades e hospitais. O Hospital Sírio-Libanês foi a instituição que apresentou um projeto estruturado, inicialmente desenvolvido como prova de conceito para o Togo e posteriormente ampliado para outros postos D.

O projeto vem sendo construído em diálogo com a Divisão de Saúde e Segurança do Servidor (DSS) do Ministério das Relações Exteriores, que participa das discussões técnicas e da implementação da iniciativa.

A proposta foi submetida à Assembleia Geral e, posteriormente, à votação eletrônica dos associados. Dos participantes, 75% aprovaram sua realização. Embora o projeto beneficie diretamente diplomatas que atuam em postos de maior risco, a Diretoria entende que o fortalecimento das condições de assistência nesses locais representa um ganho institucional para toda a carreira.

 
PERGUNTA 2

Se a ADB possui patrimônio e recursos em caixa, por que foi apresentada proposta de atualização das contribuições associativas?

Resposta

A proposta de atualização das contribuições não foi apresentada para financiar projeto específico. Seu objetivo é modernizar modelo de arrecadação que permanece praticamente inalterado desde 2016 e que, segundo os estudos realizados pela Diretoria, gera distorções entre os associados.

As despesas correntes da entidade — como atendimento jurídico, comunicação, assessoria parlamentar, equipe administrativa, sistemas, eventos e demais serviços oferecidos aos filiados — são custeadas pela receita ordinária proveniente das contribuições. Já o patrimônio da Associação possui finalidade distinta e não deve ser utilizado para custear o funcionamento regular da entidade. 

Nos últimos anos, a Diretoria também adotou uma política de gestão patrimonial mais estruturada, com investimentos conservadores autorizados pelo Estatuto. Como resultado, os rendimentos financeiros passaram de R$ 115 mil em 2024 para R$ 727 mil em 2025, com projeção superior a R$ 830 mil em 2026. No mesmo período, o patrimônio líquido da ADB cresceu de aproximadamente R$ 8,2 milhões para R$ 10,7 milhões.

Além disso, foram implementados novos mecanismos de gestão, como indicadores de desempenho, controles internos, procedimentos de compliance e acompanhamento sistemático das receitas, despesas e investimentos, buscando maior transparência e profissionalização da administração.

A proposta também previa a redução da alíquota estatutária de 0,5% para 0,35%, acompanhada da atualização da base de cálculo das contribuições, aproximando a ADB do modelo adotado por outras entidades representativas das carreiras de Estado. Pelas simulações apresentadas à categoria, aproximadamente 45% dos diplomatas no exterior teriam redução em suas contribuições, demonstrando que o objetivo da proposta não era promover um aumento linear para todos os associados.

Por fim, as alterações discutidas somente produziriam efeitos para a próxima gestão da entidade, sem qualquer impacto sobre o mandato atualmente em exercício. O propósito da proposta era estabelecer um modelo de financiamento considerado mais equilibrado e compatível com o crescimento das atividades e dos serviços prestados pela Associação. Com a decisão de não se avançar na reforma do Estatuto, mantém-se a disparidade entre o valor de contribuição determinado no Estatuto (0,5) e o efetivamente aplicado, inferior.


 


"Longevidade ativa: novos caminhos após a aposentadoria"

Entre Postos 2 #1

‍A população brasileira está envelhecendo e esse cenário traz uma reflexão importante: viver mais também significa viver com qualidade, autonomia e propósito. Na nova temporada do Entre Postos, recebemos o embaixador Carlos Alfredo Lazary, diplomata aposentado e membro do Conselho Fiscal da ADB Sindical, e a jornalista e escritora Mônica Nóbrega para uma conversa sobre "Longevidade Ativa: novos caminhos após a aposentadoria".



 

 

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