A ADB Sindical vem alertando, desde o início de 2025, para um problema estrutural que afeta diplomatas que trabalham na organização logística de grandes eventos internacionais sediados no Brasil: jornadas de trabalho que chegam a 14 ou até 16 horas diárias, sem folga nem possibilidade efetiva de compensação das horas extras.
Ao longo do ano, em diferentes oportunidades (ofícios nº 044/2025 e 046/2025), o Sindicato chamou a atenção do Ministério das Relações Exteriores para a necessidade urgente de se adotar um banco de horas, como os demais ministérios.
Apesar de o próprio MRE ter reconhecido, em junho, que a normativa precisa ser atualizada, até o momento, o assunto segue pendente de regulamentação.
A consequência é a repetição do mesmo problema em todos os grandes eventos sediados pelo Brasil: G20, BRICS, agora, COP30, e a Cúpula do Mercosul, em sequência. Diplomatas permanecem submetidos a longas jornadas, ausência de descanso adequado, sobreaviso constante e restrições administrativas que impedem o registro real das horas trabalhadas – situação incompatível com a legislação aplicável aos servidores públicos federais.
A ADB Sindical reconhece o empenho, a dedicação e o profissionalismo de todos e todas que atuam na preparação e condução desses eventos de grande complexidade, mas reitera a necessidade de que seus direitos básicos sejam devidamente assegurados, em especial quanto à jornada, ao descanso semanal e à compensação das horas trabalhadas.
Leia a matéria da Folha de S.Paulo sobre o tema.