Artrose acrobática

Já em Frankfurt, repeti a capotagem, com minha Hercules há tanto acostumado, num atalho do Buga, felizmente que em baixa velocidade. 

Intrigado pela reincidência num acidente inédito em minha longa existência ciclística, pensei, pensei e descobri a razão de minha tardia vocação à acrobacia repentina.

Artrose! 

Ou, melhor, a assimetria dos efeitos da doença em cada uma das minhas mãos. A da direita, a mais atingida, puxa o freio com menos força e mais devagar para travar a roda traseira; a da esquerda, que aciona o freio da frente, tudo ao contrário. 

Daí resulta, concluí, a frenagem mais rápida e intensa na roda dianteira – causa de minhas cambalhotas abruptas. Na Hércules favorita, acabei graduando os freios, ali no arame mesmo, de maneira que respondessem a minhas mãos de maneira diferenciada, compensando-se a pressão sobre as alavancas, no guidon, para o acionamento das sapatas da frente e de trás. 

Não caí depois disso. 

Da bicicleta, claro. 

No resto...

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